
"Eu venho de uma cidade que tem uma Orquestra Sinfônica".
Erico Veríssimo
Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) foi fundada em 1950, tendo a sua frente o maestro Pablo Komlós,regente húngaro que a dirigiu até 1978, responsável pela permanência, solidificação e prestígio adquirido pela orquestra gaúcha em todo o País. A partir do falecimento de PabloKomlós, a OSPA teve como regentes titulares, os maestros David Machado,Eleazar de Carvalho, Flávio Chamis, Cláudio Ribeiro e Íon Bressan.Até o ano de 1964, a OSPA era mantida com a colaboração de sócios da comunidade local. Após estudos em 22 de janeiro de 1965, a então Sociedade Orquestra Sinfônica de Porto Alegre teve autorizada a sua encampação pelo Governo Estadual e, através do decreto de lei nº 17.173, foi transformada em Fundação, sob forma autárquica. Os músicos foram reconhecidos nos seus direitos como funcionários públicos, assim como os estrangeiros, desde que se naturalizassem.Desde então, mantida e administrada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, a OSPA é um órgão da Secretaria Estadual de Cultura.A Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre é presidida por Ivo Nesralla.Muitos foram os artistas de renome que passaram pela OSPA ao longo dos seus 53 anos de atividades. Entre eles, Friedrich Gulda,
Antonio Janigro, Janos Starker, Pierre Fournier, Mischa Maisky, Bruno Gelber,
Kurt Redel, Montserrat Caballé, Luciano Pavarotti e Josep Carreras, entre outros. Solistas brasileiros como Nelson Freire, Arnaldo Cohen, Arthur Moreira Lima, Roberto Szidon, Miguel Proença, Antonio Meneses, Hugo Vargas Pilger,Jean-Louis Steuermann e Alexandre Dossin também se apresentam regularmente nas temporadas da OSPA. Orquestra Sinfônica de Porto Alegre - OSPA é formada por 99 músicos profissionais e desde janeiro de 2003, quando iniciou a gestão Ivo Nesralla, tem como regente titular e diretor artístico o maestro Isaac Karabtchevsky, um dos mais conceituados regentes da América Latina. A OSPA conta, também, com dois regentes que fazem profícuo trabalho junto à orquestra: o maestro Manfredo Schmiedt, regente assistente e do Coro, e o maestro Tulio Belardi. A orquestra tem extensa agenda e sua atuação atinge todo o Estado do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, realiza concertos todas as terças-feiras, no Teatro da OSPA, atingindo um público médio de 800 pessoas a cada apresentação de sua Série Oficial. Além disto, realiza concertos em praças públicas, igrejas,museus ginásios e parques, que chegam a atingir 10 mil pessoas numa só
apresentação. A orquestra tem, também, a série Concertos para a Juventude,voltada especificamente para a formação e aperfeiçoamento de platéias para a música erudita. A série é realizada aos domingos pela manhã, com entrada franca,e envolvimento pessoal do maestro, que conversa com o público presente. A OSPA realiza, ainda, uma série de concertos pelo Interior do Estado que chegam a reunir até 12 mil pessoas. Em 2005, a OSPA está priorizando a construção da Sala Sinfônica da OSPA, para a qual são necessários sólidos recursos financeiros. Neste sentido, a programação escolhida não é abundante em grandes nomes internacionais, mas traz expressivos artistas brasileiros. Entretanto, uma série de obras de grande porte e essenciais ao repertório das grandes orquestras do mundo estão na programação de 2005, comandada pelo competente diretor artístico e regente titular, maestro Isaac Karabtchevsky. No ano de seu 55º aniversário, a Fundação OSPA solidifica seu grande complexo educativo musical, que inclui o Coro Sinfônico, o Conservatório Pablo Komlós, com ensino gratuito para 250 alunos, o projeto POEMA, que realiza educação musical em escolas públicas gaúchas e o OUVIRAVIDA, que ensina música gratuitamente a 500 crianças e jovens de vilas periféricas da cidade. Hoje, 01/07/2008, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre despede-se de sua atual sede, o Teatro da Ospa. O local foi sede da
orquestra durante 24 anos e este é o ultimo concerto que realiza no teatro.
Enquanto aguarda a construção de uma sede, própria a Ospa passa a realizar seus
concertos semanais no Teatro do Bourbon Country e em praças e igrejas da Capital
e do Interior. Na despedida do teatro, o solista Alexandre Dossin, pianista participa do concerto que tem regência do maestro Isaac Karabtchevsky.Ao final
do concerto, em vez de fazer sua saída tradicional pelos fundos do palco, os músicos agradecerão ao público deixando seus lugares no palco e saindo por entre a platéia até o saguão, onde todos serão convidados a contracenar no momento mais especial da noite. Maestro e músicos prometem se posicionar de mãos dadas na beira do palco para agradecer à platéia presente. Após, caminharão até o saguão do teatro para receber cumprimentos do público.
Presidentes da fundação OSPA
1950/1952 - Luis Fontoura Júnior
1952- João Pio de Almeida
1952/1972 - Moisés Vellinho
1972/1975 - Jorge Alberto Jacobus Furtado
1975/1981 - Osvaldo Goidanic
1981/1983 - Daniel Ioschpe
1983 - José Mariano da Rocha
1983/1991- Ivo Nesralla
1991/ 1995 - Carmem Pinto
1995/1998 - Ludwig Buckup
1999/maio de 2001 - Luis Osvaldo Leite
Junho/julho de 2001 - Flávio Oliveira
Agosto/2001- Arnaldo Campos da Cunha
2003 / 2008 - Ivo Nesralla
Diretores artísticos da OSPA
1950 / 1978 - Pablo Komlós
1978/1980 / David Machado
1981/1987 - Eleazar de Carvalho
Outubro de 1987/Novembro de 1989 - Flávio Chamis
1990/julho de 1991 - Tulio Belardi e Arlindo Teixeira
Agosto de 1991/Março de 1992 - Eleazar de Carvalho
Setembro de 1992/Outubro de 1993 - David Machado
1995/1998- Cláudio Ribeiro
1999/maio de 2001 - Tiago Flores
Maio de 2001/2002 -Ion Bressan
2003 / 2008 - Isaac Karabtchevsky
Regentes assistentes
1952 / 1978 - Salvador Campanella
1974 / 1992 - Arlindo Teixeira
1975 / 2004 - Tulio Belardi Desde
2005 - Manfredo Schmiedt
Regentes auxiliares
1976 / 1995 - Alfred Hülsberg
1968 / 1992 - Nestor Wennholz

Nenhum comentário:
Postar um comentário